A Fazenda Capim, onde se originou a atual cidade de Belo Jardim, em 1833 já fazia parte do Distrito de Paz de Jurema, pertencente a nova comarca do Brejo da Madre de Deus. Aos poucos, a fazenda de propriedade de Joaquim Cordeiro Wanderlei foi abrigando novos moradores, evoluindo rapidamente para um núcleo populoso que manteve o nome de Capim.

No povoado foi erguida uma pequena casa de orações onde, aos domingos, o pároco de Brejo da Madre Deus celebrava missas. Entre 1872 e 1873, os moradores do povoado Capim construíram uma capela sob a invocação de Nossa Senhora do Bom Conselho. Anos depois outra igreja foi erguida, esta em homenagem a Nossa Senhora da Conceição, que mais tarde seria a igreja-matriz do Município.
Esse nome foi mudado para Belo Jardim em 1881, por sugestão de Frei Cassiano de Comacchio, quando pregava as missas naquela localidade. Progredindo a passos largos, foi elevada a categoria de vila através da lei estadual Nr. 260, de 3 de julho de 1897.

O progresso de Belo jardim intensificou-se mais ainda a partir de sua nova situação administrativa e, especialmente, por encontrar-se no eixo da grande via de comunicação representada pela Estrada de Ferro Central de Pernambuco, cujos trilhos chegariam a sua área urbana em 1906, trazendo uma nova era para a localidade beneficiada, e ostracismo para os que ficaram ao largo. Foi fundado em 11 de setembro de 1928.

O local onde atualmente se encontra a sede do Município de Belo Jardim, havia em 1853, uma fazenda de criação, de propriedade do senhor Francisco Cordeiro Wanderley.

Em 1854, instalou-se uma feira na localidade, que na época era um povoado conhecido pelo nome de Capim. Com o crescimento da povoação, surgiu a ideia da construção de uma casa de orações, sendo edificado então, um simples oratório. As missas realizavam-se aos domingos, com a colaboração do vigário de Brejo da Madre de Deus.

Entre 1872 e 1873, pessoas da localidade edificaram uma capela sob a invocação de Nossa Senhora do Bom Conselho, e posteriormente outra igreja foi levantada, em homenagem a Nossa Senhora da Conceição, que é a atual matriz.

Em 1881, o missionário capuchinho Frei Cassiano de Camachio, durante uma prédica, leva ao conhecimento dos fiéis que a partir daquela data, o Município passaria a ter o nome de Belo Jardim.

Gentílico: belo-jardinense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Belo Jardim, pela lei provincial nº 1830, de 28-061884, subordinado ao município de Brejo da Madre de Deus. Elevado à categoria de vila com a denominação de Belo Jardim, pela lei estadual nº 991, de 01-07-1909. Em divsião administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Belo Jardim figura no município de Brejo da Madre de Deus.
Elevado a condição de cidade e sede do municipio com a denominação de Belo Jardim, pela lei estadual nº 1931, de 11-09-1928. Constituído de 3 distritos: Belo Jardim, Aldeia Velha e Serra do do Vento. Desmembrado de Brejo Madre de Deus. Constituído do distrito sede. Instalado em 0101-1929.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, município é constituído de 3 distritos: Belo Jardim, Aldeia Velha e Serra do Vento. Pelo decreto-lei estadual nº 235, de 09-12-1938, o distrito de Aldeia Velha passou a denominar-se Xururú, confirmado pelo decreto estadual nº 336, de 15-06-1939. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 3 distritos: Belo Jardim, Serra do VentoCanto e Xururú ex-Aldeia Velha. Pela lei municipal nº 40, de 29-12-1953, é criado o distrito de Água Fria, confirmado pela lei estadual nº 1819, de 30-12-1953, e anexado ao município de Belo Jardim.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 4 distritos: BeloJardim, Água Fria, Serra do Vento e Xururú. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960. Pela lei estadual nº 4968, de 20-12-1963, desmembra do município de Belo Jardim o distrito de Xururu. Elevado à categoria de município.
Pela lei estadual nº 4978, de 20-12-1963, desmembra do município de Belo Jardim o distrito de Serra do Vento. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede.
Pelo Acórdão do Tribunal de Justiça, mandado de Segurança nº 56933, de 03-08-1964, os municípios de Serra do Vento e Xururu. Foram extintos voltando a pertencer ao município de Belo Jardim como a categoria de distrito.

Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído de 4 distritos: BeloJardim, Água Fria, Serra do Vento e Xururu. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
FORMAÇÃO JUDICIÁRIA

A Comarca de Belo Jardim foi criada pela Lei Estadual Nº 1.931 de 11 de setembro de 1928. De acordo com os quadros de divisão territorial datada de 31/12/1936 e 31/12/1937, e o anexo ao Decreto-Lei Estadual Nº 92, de 31de março de 1938, a Comarca de Belo Jardim é formada pelos termos de Belo Jardim, Brejo da Madre de Deus e São Caetano, assim continuando na divisão territorial fixada pelo Decreto-Lei Estadual Nº 235 de 9 de dezembro de 1938, para vigorar no qüinquênio 1939 – 1943, apenas com alteração do topônimo do termo de Brejo da Madre de Deus, que se denomina então, Madre de Deus.

Pelo Decreto-Lei Estadual Nº 952, de 31 de dezembro de 1943, a Comarca de Belo Jardim perdeu o termo de Madre de Deus, desmenbrado para constituir a nova Comarca desse nome.

Segundo a divisão territorial vigente em 1944 – 1948 estabelecida pelo mencionado Decreto-Lei Estadual Nº 952, a Comarca de Belo Jardim é formado por dois termos, Belo Jardim e São Caetano.

Em virtude do Decreto-Lei Federal Nº 7.300 de 6 de fevereiro de 1947, pôsto em execução no estado, pelo Decreto-Lei 1.116 de 4 do mesmo mês e ano, o termo de São Caetano foi desmenmbrado da comarca de Belo Jardim para constituir a Câmara de São Caetano.

Distritos componentes atualmente de Belo Jardim: Água Fria, Serra dos Ventos, e Xucuru.

1928 (11 de setembro) Lei Estadual Nº 1.931 cria a Comarca de Belo Jardim.

1938 (31 de março) Pelo Decreto-Lei Estadual Nº 92, mais os quadros de divisão territorial datados de 31.12.1936 e 31.12.1937 a Comarca de Belo Jardim é formada pelos termos do Belo Jardim, Brejo da Madre de Deus e São Caetano.

1943 (31 de dezembro) Pelo Decreto-Lei Estadual Nº 952, a comarca do Belo Jardim perdeu o termo de Brejo da Madre de Deus, este constituindo a nova comarca desse nome.

1945 (06 de fevereiro) Pelo Decreto-Lei Federal Nº 7.300, o termo de São Caetano foi desmembrado da Comarca de Belo Jardim para constituir-se Comarca de São Caetano.

As bordadeiras de Belo Jardim movimentam a economia local com a venda de inúmeras peças, como blusas, toalhas, passadeiras, entre outras. A produção de balaios (foto), peças em cordas, urupembas e cerâmica também é destaque no município.

Turistas de diversos Estados vão a Belo Jardim em busca das peças artesanais. O turismo aquece a economia da região, sobretudo durante o Carnaval e as festas religiosas. Outra atividade que impulsiona a economia local é a agroindústria, com maior potencialidade de desenvolvimento para produtos alimentícios.

O município de Belo Jardim faz parte da Região de Desenvolvimento do Agreste Central, localizada na Mesorregião do Agreste Pernambucano. Com uma área de 10.117 km², a região abrange 10,22% do território estadual e é constituída por mais 25 municípios:

Agrestina
Alagoinha
Altinho
Barra de Guabiraba
Bezerros
Bonito
Brejo da Madre de Deus
Cachoeirinha
Camocim de São Félix
Caruaru
Cupira, Gravatá
Ibirajuba
Jataúba
Lagoa dos Gatos
Panelas
Pesqueira
Poção
Riacho das Almas
Sairé, Sanharó
São Bento do Una
São Caetano
São Joaquim do Monte
e Tacaimbó

A cidade de Belo Jardim possui atrativos naturais convidativos. Entre eles está a Cachoeira Engenho Tira-Teima, com uma queda de 20 metros. Parte de suas águas, que seguem por um pequeno trecho de corredeira, são captadas para funcionamento de uma roda dágua do próprio engenho onde está localizada, enquanto a outra parte segue por entre os afloramentos rochosos.

A cachoeira não é propícia para o banho, porém acompanhar o seu percurso é uma ótima opção para contemplar a beleza natural do local.

Para quem quer se refrescar, uma boa opção é a Corredeira da Espalhadeira, onde se formam piscinas naturais e escorregos.

Também merece uma visita a Cachoeira do Bitury. Ambientada em meio a um capoeirão, a Cachoeira do Bitury conta com duas quedas d’água.

A primeira e grande queda tem aproximadamente 7m de altura e 15 m de largura. A água segue passando por 3 saltos até alcançar a segunda queda, com cerca de 1,5m de altura. É balneável em forma de ducha e a montante da cachoeira em forma de piscina natural. Aparecem também pequenas piscinas a jusante da cachoeira.

Outro atrativo natural é a Serra do Caboclo, com uma vegetação dominada por bromélias, cactáceas e vegetação rasteira. No local, existem ainda árvores espaçadas e trecho de caatinga arbustiva. Do seu alto contempla-se, ao leste, o planalto da Borborema, aparecendo também trechos de serras e algumas formações rochosas.

No mês de setembro acontece o Jardim Cultural, um megaevento com shows de artistas regionais e nacionais, oficinas de arte, exposições e apresentação de danças regionais. Outra grande festa da cidade acontece em homenagem ao santo padroeiro São Sebastião, com novenas, romarias e parque de diversões.

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Bandeira de Belo Jardim
Lagoa do Capim, Tambor, Bitury, vida e sonho do verde tomando o Agreste, Belo Jardim, acolhedor de coronéis e homens vindos de toda parte.

As águas cristalinas do Riacho das Flores e a fertilidade abundante, a beleza de suas formas, têm o poder de atrair pessoas para aqui, construíram o progresso da terra. A poesia do lugar fala muito alto aos olhos e coração de todos que aqui chegam.
Com o passar do tempo, chegou o trem, o automóvel, escolas, bandas de músicas, emancipação política, feira, festas, enfim, o desenvolvimento.

Nada passou despercebido, com o decorrer do tempo, o catolicismo, o Evangelho e a sua força para os fiéis.
Com o crescimento, Belo Jardim precisava de uma bandeira, símbolo maior de suas lutas e suas glórias. Um pavilhão que permanecesse a tremular o verde de suas matas, a brancura dos líricos, a pura água do Bitury, para mostrar bem alto ao Brasil e ao mundo a existência de uma terra tão hospitaleira e harmoniosa. Ela representa nossa terra, nossa gente, nossos costumes e nossas bravas tradições.

Pedro Moura Júnior, seu idealizador e criador, vindo de Vitória de Santo Antão, criador de riquezas e de progresso, poeta, ecologista, Amante das orquídeas e do belo. Chegou a estas placas em 1923, foi prefeito municipal do município em 1936. Durante a sua gestão idealizou a Bandeira de Belo Jardim, que permanece inalterada até os dias atuais.

Homem simples, que demonstra sua grandeza de espírito pelo grande amor que cultiva pela natureza, aliado ao seu espírito de progresso, que conduziu nossa comunidade aos destinos da industrialização, fator que destaca Belo Jardim no Estado de Pernambuco.

Pedro Moura Júnior
Autor da Bandeira de Belo Jardim

 

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Brasão de Belo Jardim

Ementa: Cria o “Brasão de Armas”, representativo do Município do Belo Jardim e das outras providências.

Art. 1º – Fica criado, através da presente Lei, o Brasão de Armas representativo do Município de Belo Jardim.

Art. 2º – Fica o Poder Executivo autorizado, nos termos desta Lei, a regulamentar onde deverá ficar o Brasão de Armas representativo do município de Belo Jardim.

Art. 3º – O Brasão de Armas representativo do Município de Belo Jardim tem a seguinte decisão:

1 – Um leão acima do escudo, tendo abaixo do seu corpo um livro que significam: Uma homenagem prestada ao Estado de Pernambuco, amparo e o respeito ao saber;
2 – O escudo de cor alaranjada, serve de proteção a tudo que diz respeito ao desenvolvimento do Município. Observamos três círculos de cor amarelo-ouro, representando os distritos, que cooperam na proteção e engrandecimento econômico e social do Município;
3 – No círculo ovulado, encontramos as representações das indústrias, dos campos e dos brejos; a árvore é uma homenagem ás flores assim como ao “Tambor” cujo nome científico é ENTEROLOBIUM CONTORTISILIQUUN que se incorporou a nossa história, e finalmente o Rio Bitury fonte de todo nosso progresso;
4 – Mais abaixo, ainda dentro do círculo ovulado, em fundo amarelado-ouro, figura a representação da pomba da paz;
5 – O Brasão em si está protegido por dois ramos que se comunicam, sendo um de café e outro de tomate, culturas fundamentais da agricultura de Belo Jardim;
6 – Em baixo, com base de todo sistema, sustentando o Brasão, uma faixa branca, com a data representativa da Emancipação Política: 11 de setembro de 1928;

Art. 4º – A presente Lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Art. 5º – Revogou-se as disposições do substituto.

Gabinete do Prefeito Municipal, em 23 de abril de 1977

José Fábio Galvão
– Prefeito

Autores do Brasão:
Dr. José Albérico Batista – Emenda Lei e Promugação.
Dr. José Osório C. Neto – Criação e Elaboração da composição artística.